sábado, 11 de junho de 2016

The Tenant Of Wildfell Hall - Anne Brontë


Olá, leitores, como vão? Venho comentar com vocês sobre um livro que finalizei e adorei: The Tenant Of Wildfell Hall, da Anne Brontë.

Antes mesmo de iniciarmos a leitura do livro em si, o prefácio já é incrível!
"
I am satisfied that if a book is a good one, it is so whatever the sex of the author may be. All novels are, or should be, written for both men and women to read, and I am at a loss to conceive how a man should permit himself to write anything that would be really disgraceful to a woman, or why a woman should be censured for writing anything that would be proper and becoming for a man."


segunda-feira, 9 de maio de 2016

Leitura de Livros em Inglês: Iniciante/Fácil

Olá, vou começar com o primeiro de uma série de posts (possivelmente vídeos) sobre um assunto tão pedido: Leitura em Língua Inglesa. Esse primeiro post será sobre Leitura em Língua Inglesa, de nível Fácil, para leitores iniciantes neste língua.

Pra quem está iniciando mesmo e não tem problema em ler ADAPTAÇÕES, tem os Graded Readers ou Readers.

O que são Graded Readers?


De forma bem resumida, são livros adaptados para "x" nível de Inglês. Ou seja, eles selecionam clássicos e "resumem" para quem está no basic, pre-intermediate, ou qualquer que seja o nível. Atrás destes livros, está localizado em que nível o livro está, e quantas palavras ele tem. Geralmente, estes livros vem com um CD com o audiobook -assim você pode ler e ouvir o livro ao mesmo tempo.

Aqui não citarei nenhum livro em específico, pois, como eles são nivelados, você poderá comprar qualquer um que te interesse -ou pelo nível, ou pelo enredo. Você os encontra em Livrarias Físicas e Online.

p.s.: Por que enfatizei a palavra adaptações? Pois sei que tem muitos leitores que não gostam de ler adaptações de livros.
p.s.: Recomendo ouvir audiobook de Graded ou de livros normais. Audiobook ajuda bastante, na minha opinião.

Se você não gosta de ler adaptações, ou se gosta, mas quer outras dicas, vou citar agora alguns livros que não são adaptações, mas tem um Inglês tranquilo; na minha opinião, é claro.

Um autor que descobri recentemente, adorei -e tem um inglês super tranquilo- é o Roald Dahl. O escritor de Matilda, de The Witches -aqueles filmes da Sessão da Tarde que (quase) todo mundo já assistiu, rs.
Deste autor, eu já li Matilda, The Witches, Fantastic Mr. Fox e The Twits. Todos tem um inglês tranquilo e são livros curtos, o que poderá ajudar você a não desistir, caso encontre dificuldades na leitura.
Trechos:

“If a person has ugly thoughts, it begins to show on the face. And when that person has ugly thoughts every day, every week, every year, the face gets uglier and uglier until you can hardly bear to look at it.
A person who has good thoughts cannot ever be ugly. You can have a wonky nose and a crooked mouth and a double chin and stick-out teeth, but if you have good thoughts it will shine out of your face like sunbeams and you will always look lovely.”
― Roald Dahl, The Twits




Links úteis:
Pessoal, as meninas do antigo Psycho Reader fizeram um trabalho ótimo no blog delas sobre Leitura em Inglês. Como funciona? Leia aqui como funciona o blog delas em relação a leituras em inglês.
O Psycho Reader acabou, como devem saber, MAS elas estão com o The Reading Season! Leiam <3

Como este primeiro post foi sobre Livros fáceis em Inglês, segue abaixo o link para as resenhas das meninas do The Reading Season, que elas classificaram como Básico.


Obrigado por ler o Post!


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Sal - Uma deliciosa surpresa de Letícia Wierzchowski

  Um farol reina sobre uma pequena ilha no extremo sul da América Latina. Sobre a família Godoy, pairam profundas emoções. Permeando tudo, a terrível sina que corre nas veias de cada um. 



  Letícia Wierzchowski é uma autora brasileira, mais conhecida pela adaptação televisiva de seu romance A Casa das Sete Mulheres. Confesso que nunca tive contato com a minissérie nem nenhum trabalho da autora. Foi um mero acaso que me levou a Sal: encontrei um exemplar no meio de várias outras obras, de promoção, e resolvi comprar. Era um presente para minha mãe, apaixonada pelo mar e por tudo que carregue maresia consigo. Acabei lendo eu mesmo, depois dela ter feito sua devida leitura. Não poderia ter tido uma surpresa mais agradável.

   A vida dos membros da família Godoy começa a ser dissecada desde o início do livro por Flora, uma das filhas mais novas de Cecília e Ivan. Transformando a trajetória de seus antepassados, de seus genitores e de seus irmãos, em uma trama bem construída e ritmada, Flora dá nascimento a um livro totalmente impregnado da realidade em que vive. O leitor se pega desfiando a complicada e deliciosa história dos Godoy, para depois mergulhar na mente sempre fervilhante de Flora: e assim seguem os capítulos, até o momento em que não é mais tão fácil diferenciar a realidade da ficção.

  Na ilha de La Duiva habitam os remanescentes de um antigo clã de navegadores bravios, que não exitavam em se atirar ao mar na primeira oportunidade. Entre eles, transitam demônios pessoais e fantasmas do passado. Toda a vida segue o ritmo do farol, que paira, absoluto guardião, sobre tudo aquilo que sua luz alcança. A atual geração dos Godoy vive em relativa paz, até que as marés de suas vidas finalmente se agitam. O mar, soberano, atira à praia os mais inesperados tesouros e tragédias.


  A narrativa de Wierzchowski é cativante e te proporciona a mais fascinante imersão em seu universo ficcional. Ao final da obra, é com pesar que nos despedimos de Flora e Orfeu, Julius e Tiberius, Cecília e Ivan. A autora tece com maestria as personalidades de seus personagens e dá a cada um, um estilo próprio, um modo peculiar de se expressar, que se torna evidente nos capítulos narrados por outros membros da família Godoy. Depois que o leitor se deixa embalar pelo vai e vem das ondas que quebram nas areias de La Duiva, é impossível desgrudar do livro. 

  Com certeza, Sal já tem seu lugar garantido entre as melhores leituras de 2016. 

 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Os Mistérios de Dupin

Quem já tem alguma familiaridade com os escritos de Edgar Allan Poe deve conhecer os três contos que contam os feitos de Dupin, um personagem de aspecto bastante peculiar. Mas antes de tudo, vamos deixar claro: as histórias de Dupin não são necessariamente histórias policiais.

 

 

De início, a personalidade objetiva e introspectiva de Dupin podem lembrar aos leitores o icônico Sherlock Holmes, mas Poe não poderia ter se inspirado no detetive mais famoso de todos os tempos para criar seu personagem, já que a primeira história de Dupin foi publicada em 1841, alguns anos antes do nascimento de Arthur Conan Doyle, criador de Holmes. Esclarecendo essa possível confusão, vamos falar sobre os três contos que nos interessam.

Os crimes da rua Mogue, O Mistério de Marie Rogêt e A Carta Roubada tem como protagonista C. Auguste Dupin. Em cada uma dessas três narrativas, temos um fato eão que Dupin, tomando conhecimento da situação, resolve analisar por conta própria e chegar à verdade dos fatos de seu modo. Dupin não é um detetive, e suas histórias não são clássicas narrativas policiais. A intenção de Poe é apenas uma: despertar a atenção do leitor para os detalhes e para o pensamento lógico. 

O motivo de constituir suas tramas a partir de crimes aparentemente indissolúveis é justamente seu interesse de ressaltar o fato de que as pessoas normalmente não conseguem enxergar o que está diante de seus olhos. Dupin é um observador e pensador lógico de primeira categoria. É se valendo exclusivamente de seu poder de observação e dedução que ele soluciona situações que parecem ser caóticas. 

 

Iniciar a leitura de uma das aventuras de Dupin esperando ler uma história policial pode ser frustrante, e é isso o que acontece com muitos leitores. Aqueles que já tem maior familiaridade com as obras de Poe devem ter percebidos que esta se divide em duas partes: contos sobre a natureza do pensamento lógico (para além dos contos de Dupin, podemos citar O jogador de xadrez de Maelzel e O Escaravelho de Ouro) e contos de mistérios aparentemente sobrenaturais (entre os mais famosos estão O gato preto e A queda da casa de Usher). Na verdade, essa dicotomia faz mais sentido quando examinamos a obra em conjunto: o que observamos é que Poe nos expõe argumentos lógicos, bem detalhados, para explicar fenômenos extraordinários, e ao mesmo tempo, em outras obras, nos coloca na pele de personagens que juram estar presenciando acontecimentos sobrenaturais. É, basicamente, como se ele dissesse: mesmo tendo visto Dupin explicar algo completamente absurdo de maneira racional, você ainda acha que o que aconteceu na casa Usher não foi um fenômeno desse mundo?

Os contos de Poe são focados em aspectos psicológicos, e sempre deixam o leitor na dúvida: o personagem estava louco, ou realmente presenciou algo para o qual não há uma explicação racional? Em todos os seus textos, os detalhes são elementos centrais para que se compreenda o significado. Poe, enfim, brinca com o psicológico de seus personagens e com o de seus leitores, levando-nos da racionalidade à irracionalidade entre um conto e outro. Cada nova história te dá elementos para compreender melhor as outras. Poe aguça nossa imaginação e nossa curiosidade ao mesmo tempo. É isso que faz de Poe um autor que deve ser lido e relido, sempre uma vez mais.

 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Primeiro contato com Roald Dahl

Olá, leitores! Como vão? Hoje venho comentar com vocês sobre um autor que descobri/li pela primeira vez recentemente e pensei: ONDE EU ESTAVA QUE NÃO TINHA LIDO NADA DESTE ESCRITOR ANTES? Este escritor é Roald Dahl.

Eu li Matilda, The Witches e Fantastic Mr. Fox! Três livros curtinhos, mas cheio de conteúdos.

Matilda é uma garotinha que adora ler -e ler desde de cedinho- não darei spoiler, mas leiam e olhem quais autores ela já leu aos 4 anos de idade! rs A família dela não se importa com ela e sempre faz questão de dizer que ela é burra, danada, bagunceira -e Matilda é o oposto disso. Não preciso falar muito, pois sei que MUITOS já assistiram ao filme que passa na Sessão da Tarde <3 Recomendo demais que leiam!

The Witches foi uma experiência engraçada, pois eu comecei a ler o livro e pensei "Mas isso parece aquele filme que passava/passa na Sessão da Tarde". Sim, A convenção das Bruxas! Este filme foi baseado no Livro The Witches. Bom o enredo é um garoto que vai morar com a Avó, pois seus pais morreram em um acidente -e sua vó conta lendas/estórias sobre bruxas e coisas assim. Eles viajam para um hotel e o garoto percebe que lá está ocorrendo a Reunião Anual das Bruxas! Também super recomendo.

Fantastic Mr. Fox é mais curtinho que os dois livros citados acima, mas nem por isso deixou de ser tão bom quanto! Narra a estória de uma família de raposas, que roubam animais dos sítios vizinhos (galinhas -e patos, eu acho-), os três sítios são de três donos super "mão-de-vacas", pessoas bem ruins. E eles decidem que querem dá um fim nesta raposa que pega seus animais. Este livro traz mensagens bem bacana -e meio pesada também. É muito bonito o relacionamento de Mr. e Mrs. Fox! <3 Recomendo!!! (Fazendo uma rápida pesquisa, descobri que Fantastic Mr. Fox tem um filme de animação em stop motion de 2009)


Sobre o Inglês: Se joga na leitura. Bem tranquilo o Inglês e a escrita do Roald Dahl é super boa de ser ler.
Obrigado por ler o post!
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Speaking in Tongues + Loves Music, Loves to dance

Olá, leitores! Hoje comentarei com vocês sobre dois livros que li neste mês de dezembro: O primeiro é o Speaking in Tongues e o segundo é Loves Music, Loves To Dance.


Sobre Speaking in Tongues, escrito por Jeffery Deaver. Tradução: Procurei, mas não encontrei. Não sei informar exatamente se existe ou não uma.

O livro começa com a Megan indo se consultar com seu psiquiatra/psicólogo. Megan detesta as consultas. Mas assim que chega tem um outro médico que diz que vai substituir o médico comum dela, pois este teve contratempos e não poderia ir.
Ele cria um ambiente que Megan começa a sentir-se a vontade -coisa que, geralmente, ela não se sentia lá.
Até que ele começa a confrontar os maiores medos/fraquezas/profundezas do interior da Megan e ela escreve uma carta pros pais -contando como odeia os dois, por diversos motivos (E não, não parece "birra adolescente").
Assim que ela termina de escrever, este médico a sequestra....
Os pais de Megan são separados e ele é advogado.
Durante o livro nós leremos a Megan discutindo com a Crazy Megan (que é ela mesma na mente dela, mas que fica em confronto com ela).

Trechos: "Words, Tate. Words. You can't see them but they're the most dangerous weapons on earth. Remember that. Be careful, son." Página 68

Sobre Loves Music, Loves To Dance, escrito por Mary Higgins Clark. Tem Tradução: Gosta de música, gosta de dançar.

Charley. Obcecado e assassino.
Ele sempre encontrava uma garota e a assassinava depois que oferecia um par de sapatos de dança e dançava -ou não- com a garota.
Isso não é spoiler, logo nas primeiras páginas sabemos que ele fez algo do tipo no passado. O livro foca nas outras coisas também, por exemplo, como os personagens -investigadores, ou não- descobrirão se ele é o cara que assassinas estas mulheres sempre da mesma forma.
Ou então, em uma mulher, nome x, que está divorciando-se do marido, mas que tem a ver com as investigações -ou não.
E: Será que realmente foi Charley? ou alguém está copiando os passos de um crime que ele cometeu há 15 anos?

Trechos: "He made me fell like a fat, frowsy, dull, useless cold. And I'm sick of it." página 43

Obrigado por ler! ;)

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Pretty Little Liars - Sara Sherpard (Livros:1-4)

Olá, leitores! Hoje venho comentar com vocês sobre 4 livros que li recentemente e ADOREI.
Então, eu li os quatro primeiros volumes da série Pretty Little Liars:
Pretty Little Liars, Flawless, Perfect, Unbelievable.


Não vou falar especificamente de cada livro, pois, sei que tem gente que não leu ainda e não gosta de spoilers.

Sobre o enredo:
5 amigas: Spencer, Emily, Hannah, Aria and Alisson, ou Ali. Eram melhores amigas até um dia brigam e uma delas expulsa Ali. Ali sai e nunca mais aparece. As quatro outras gurias vão pra locais diferentes, seguem vidas diferentes, com novas melhores amigas.
Um dia, cada uma delas recebe um sms contando um segredo (bem pesado) delas e assinado -A.
Uma não sabe que a outra recebe esses sms. Por conta do destino, reencontram-se e comentam que isso está acontecendo e começam a desconfiar que é Ali que manda para elas.
Encontram o corpo de Ali. As sms continuam.
E, cada período as sms vão ficando mais pesadas, pois é como se tivesse alguém espionando TUDO que elas fazem. Exemplo: Spencer pega o namorado da irmã -não tem exatamente NINGUÉM que não seja ela e o cara onde eles estão ficando e assim que eles ficam, ela recebe um sms de -A comentando sobre isso.
Bem, isso é um resumão bem geral, mas, leiam! Leiam!
Uma informação: A série tem 16 livros e os 16 já estão publicados. Não sei exatamente quantos já tem traduzidos em Português, mas os 8 primeiros tenho certeza que já tem em Português, mas se você tem algum conhecimento na Língua Inglesa, arrisque ler em inglês.



Bem, eu estou lendo a série em Inglês, então, vou aproveitar pra fazer alguns comentários:
° Acho o inglês bem fácil! Uma pessoa no intermediário, creio eu, lerá tranquilo.
Bem, claro que tem pessoas que estão no básico com muito mais interesse em Inglês que alguns no avançado, é muito variável, mas se você tá no básico e quiser tentar: Por que não?
° Uma coisa que notei que facilita muito é: O livro é um clima de suspense em diversas partes, então, você fica querendo saber o que vai acontecer e isso ajuda a manter o foco na leitura em inglês.
° Claro que não saberá todas as palavras, mas tentem entender o contexto!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O Gigante Enterrado e "o próximo grande sucesso"

  O jornal The Guardian afirmou que O Gigante Enterrado é uma mistura de Game of Thrones com A espada era a lei. A parte que se refere à história do Rei Arthur e do mago Merlin não poderia ser mais verdadeira. Mas Guerra dos Tronos?

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  De uns tempos pra cá, as editoras tem se escorado na estratégia do "próximo grande sucesso". Você com certeza já viu algo assim nas capas de algum "provável best-seller": "O próximo Harry Potter!" ou então "Mais alucinante que Jogos Vorazes!".

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Embora muitos livros tenham temáticas parecidas que, de fato, podem atrair fãs de alguma obra já previamente publicada, utilizar desse artifício de divulgação pode sair pela culatra. Proclamar que um livro é "o novo Senhor dos Anéis" ou "o Madame Bovary moderno" cria uma expectativa; o leitor já vai abrir a primeira página com uma ideia muito certa do que procura encontrar lá. Se o que se apresentar logo nas primeiras páginas não for tão alusivo à obra citada na capa, pode vir a acarretar algum desinteresse. Sem falar que acaba-se transferindo toda uma carga semântica, correndo o risco de ofuscar a originalidade de obra que se quer promover.

  Sobre a obra de Kazuo Ishiguro, o estilo da narrativa lembra muito mais O Hobbit do que qualquer coisa que George R. R. Martin já tenha escrito. A história, contada em tom próximo ao das fábulas, também se aproxima mais às de Tolkien, sendo bem menos sangrenta, crua e direta do que as desventuras da família Stark. (Vale frisar que minha opinião sobre todos esses autores é uma das melhores possíveis!). Comparar a saga de Ishiguro à de Martin é uma jogada publicitaria. Vendo pelo sucesso de O Gigante Enterrado, a propaganda surtiu efeito, ou pelo menos não atrapalhou, mas é sempre bom pensar duas vezes antes de se valer desse artificio.

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   O Gigante Enterrado é um romance que te atinge bem fundo. Embora o começo possa parecer um pouco lento e confuso para alguns, o estilo do autor é suave e aconchegante e, embalado por ele, fui lendo até estar completamente envolvido pela história, sem chance de voltar atrás. 

   Axl e Beatrice, os dois protagonistas da terceira idade que partem em uma jornada em rumo ao filho que há muito tempo não veem, transbordam determinação. Por maiores sejam os desafios que apareçam em seu caminho, e por mais anos que carreguem nas costas, o simpático casal segue em frente com coragem. Um dos meus primeiros pensamentos quando comecei a leitura foi sobre a faixa etária dos protagonistas de uma narrativa épica. Porém, quem disse que idade é problema?

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   Muito mais do que um ensaio sobre a perda das memórias, Ishiguro nos fala do medo de recordar. Quando tudo vai bem, será que trazer à tona acontecimentos apagados pelo tempo tem um preço alto demais? É necessária muita coragem para mergulhar no passado sem saber o que ele esconde.

"Podemos fazer todas essas lembranças voltarem. Além disso, o sentimento que tenho por você em meu coração vai continuar lá de qualquer forma, não importa o que eu lembre ou esqueça. Você não sente assim também?"
- O Gigante Enterrado

   Leitura feita, leitura aproveitada, leitura aprovada!
 
  Vale destacar: quando cheguei ao fim do livro e entendi o significado do título, tive alguns bons arrepios. Será que você consegue descobrir o porquê do nome do romance antes de chegar aos últimos capítulos?
 
A edição brasileira, da Companhia das Letras, é linda demais e,
tenho que admitir, foi o que me chamou atenção primeiro. Mas se você
lê em inglês, vale dar uma conferida nas edições britânica (Faber & Faber) e 
americana (Random House), que também são um mimo só! Fica por conta
 do leitor decidir qual a mais irresistível.


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Mais dicas de leituras Espíritas

Olá, leitor! Estou aqui hoje novamente pra falar de um assunto que, particularmente, eu amo: Indicar Livros Espíritas <3
Hoje indicarei dois: Os segredos do Casarão e Enfim, Juntos...

Os segredos do casarão, Elizabeth Artmann:
É um livro curto, possuí menos de 200 páginas. Li todo em um dia e foi, basicamente, de uma sentada só.
O livro começa comentando sobre uma mulher, que já foi bem mais bonita e arrumada, indo a padaria e as pessoas ao redor não querem ficar próximo a ela, já que ela é estranha demais -mal arrumada, meio corcunda. Ela volta pra casa com os produtos que seus três primos querem e eles a tratam muito mal.
Na cidade, a única pessoa que parece ser importar com ela é o rapaz que trabalha na padaria. E ele vai a casa dela tentar descobrir o porquê de ela estar deste jeito.
Vai a casa dela e busca ajuda com um senhor que trabalha/palestra no Centro Espírita do Bairro deles.
Ela sofre uma obsessão muito forte, por causa de decisões errôneas de suas vidas passadas.

*Minha opinião: Não vou comentar mais sobre o enredo para não tirar a graça de encontrar sempre coisas novas no enredo. Recomendo bastante a leitura -mesmo que você nem goste taanto de ler, pois é um romance curtinho, 'cê lê ligeirinho. Eu gostei bastante do livro, fiquei com muita dó da personagem central em certos momentos, pois ela passa por maus bocados, mas as coisas, aos poucos, se resolvem. Ele tem uma pegada de mistério, de suspense. Um ponto negativo do enredo, em minha opinião, é que no final as coisas se passaram "corridas"; Creio que os leitores não se importariam de ler um livro mais longo, mas que os fatos não fossem tão corridos. Não sei, isso é minha opinião, não estou criticando o livro, até porque gostei bastante dele.

Enfim, Juntos... Adreie Bakri: Esta é uma obra psicografada que conta da história de amor entre dois espíritos que muito se amam, mas que, infelizmente, por decisões do passado tem que ir aos poucos e, às vezes, sozinho resolverem suas pendências para poderem ficarem Enfim, Juntos.
*Minha opinião: Eu gostei bastante do livro. Não vou negar, adoro romances onde as pessoas terminam juntas e felizes, rs, enfim, todo aquele "happily ever after". Esse livro é muito bonito, mostrando a evolução de cada um dos dois do casal até que eles estejam finalmente prontos para a eternidade deles. É um romance bem curto, mas com ensinamentos, vale bastante a leitura deste livro também. Adorei a forma como a personagem central em uma das vidas "se guarda" para seu amor, mesmo depois que acontece uma tragédia -que em certo momento nem ela, nem ele compreendiam, mas nós sabemos como o amor tem força e como o amor pode mudar -para melhor- um ser.

Obrigado por ler o post e espero que goste da leitura!

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Olhai os Lírios do Campo e ressaca literária

 Érico Veríssimo é um dos meus autores nacionais favoritos. O primeiro encontro aconteceu recentemente, quando abri, de maneira completamente descompromissada, o volume de Ana Terra que ganhei da minha tia no ano passado. Foi paixão à primeira vista. Assim que devorei (rapidamente) as poucas páginas do romance, corri até a estande para começar "Um Certo Capitão Rodrigo". As expectativas foram atingidas.



  Então, mês passado, comecei "Olhai os Lírios do Campo". Por algum motivo, a leitura se arrastou. Não por falta de qualidades na obra, é importante destacar. Eu ainda estava de ressaca literária de "A Nascente", de Ayn Rand, um livro que me pegou de jeito e me deixou por algum tempo impossibilitado de ir atrás de outras leituras. O enorme volume de textos acadêmicos sobre o qual me debrucei no semestre passado devem ter sido a gota d'água para me dar uma overdose. Eu realmente estava com problemas muitos sérios para ler qualquer coisa, até mesmo uma notícia curta na internet.

  De vez em quando, é normal que hajam esses períodos em que, por mais que tentemos, não conseguimos embarcar em novos romances; os contos parecem não surtir muito efeito sobre nós; as crônicas descem quadrado e arranham a garganta. Afinal, por mais deliciosas que sejam as histórias que encontramos entre uma página e outra, a verdade é que a vida não é feita só de leituras. 

  Apenas  consumir informação, mais cedo ou mais tarde, nos esgota. Principalmente nos dias de hoje, em que somos bombardeados por estímulos, notificações e pressões para estarmos informados sobre tudo o tempo todo. Necessitamos nos expressar, exteriorizar aquilo que aprendemos com nossas andanças pelos caminhos da Literatura. Precisamos criar, não apenas receber, aceitar narrativas. Seja criando arte, praticando uma atividade física, ou simplesmente escrevendo nossas próprias histórias, vivendo a vida, interagindo com as pessoas, conhecendo locais e vivendo experiências em primeira mão. Se nos deixamos ser bombardeados por tanta informação, se nos perdemos no meio dessa cacofonia contemporânea e focamos apenas em absorver conhecimento, acabamos por nos sentir sufocados, e bate o desânimo.


  Depois de umas férias regadas à base de seriados, para realizar essa "desintoxicação literária", estou finalmente me voltando para produção, e focando em novidades para o blog, artigos acadêmicos (e a monografia, que vem vindo aí!!!) e outros projetos paralelos. Mas, nesse meio tempo, dediquei algumas horas dos meus dias para apreciar a obra de Veríssimo com a qual tinha me comprometido há algumas semanas. Cheguei ao fim ontem, e posso dizer que, apesar de tudo isso, a leitura foi revigorante, e essencial para que eu me recuperasse dessa ressaca textual.

  O exemplar de "Olhai os Lírios do Campo" que tenho aqui é velhinho e  está em um estado bem precário de conservação, então não pude grifar ou colocar post-its, com costumo fazer, para preservar o que resta da integridade do livro. Pretendo comprar uma edição nova e reler, com direito a anotações e muito marca-texto, e então virei discutir de maneira mais aprofundada sobre a história em si. Deixo aqui a dica e o convite para quem também quiser se deliciar com as obras de Veríssimo!

  

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Impressões sobre "O Doador de Memórias"

  Poucas vezes tenho o costume de assistir a adaptação cinematográfica antes de ler o livro original. Mas dessa vez, foi isso que aconteceu com "O Doador de Memórias" (The Giver, no original), obra de Lois Lowry; a versão para as telonas foi dirigida por Philip Noyce.

  Devo confessar que assisti ao filme para ver se valia ou não a pena ler o livro. Com tantos YA's fracos sendo lançados e se tornando franquias, não é muito animador embarcar na maioria desses novos títulos. O fato de se tratar de uma distopia, tema que caiu no gosto do público e tem sido abordado de maneira superficial por vários autores, não ajudou muito. Mas, para minha surpresa, "O Doador de Memórias" é o primeiro de uma série de quatro livros, publicado originalmente em 1993 (ou seja, bem antes da Rowling lançar Harry Potter e criar o boom no mercado de literatura infantojuvenil e, posteriormente, para jovens adultos; e muito antes dos sucessos de vendas "Jogos Vorazes" e "Divergente"; e que fique claro que eu adoro a trilogia da Suzanne Collins).


  Um universo em preto-e-branco, higienizado e supercontrolado. Nesse ambiente, tudo é determinado por um conselho de anciãos, que decide dos maiores aos menores detalhes da vida de cada cidadão. A ordem é mantida pela total ignorância de cada indivíduo de qualquer coisa além de seu estreito universo pessoal e "profissional"; o fator crucial, porém, é a falta de memórias. Gerações e gerações inteiras vivem dentro de uma "bolha", raramente tendo contato com outras comunidades vizinhas, e sem nenhum vestígio de recordações ou registros históricos das civilizações passadas. A História completamente aniquilada.


  Lowry retrata esse cenário com grande habilidade em seu livro, e com a mesma destreza encara um grande desafio: narrar a descoberta das cores por um personagem que nunca as enxergou, e nem jamais soube que elas existiam. O leitor não tem conhecimento imediato desse fato no livro, e Lowry nos dá aos poucos pistas dessa realidade em tons de cinza. Já o filme entrega de bandeja: pelo menos o primeiro terço da adaptação é apresentado em preto-e-branco, retratando a visão de Jonas e dos outros personagens. Embora o efeito surpresa tenha se perdido um pouco, não há grandes prejuízos, visto que para quem não conhece a história, tudo só fará sentido com o decorrer da trama. A sutileza desse e outros detalhes dão grande qualidade ao longa-metragem.

 
Trailer do longa-metragem

  Com momentos densos e uma trama que fica mais pesada a cada capítulo, "O Doador de Memórias" superou em muito as minhas expectativas. Embora a produção hollywoodiana tenha adaptado alguns fatores (como a idade dos personagens) e injetado algumas cenas de ação inexistentes no livro (provavelmente para deixar a história com mais cara dos títulos atuais para o público jovem adulto), posso dizer que não sei se gostei mais do livro ou do filme. Cada um tem qualidades e carências consideráveis.  

  No livro, o final pareceu um pouco corrido, não desconexo, mas gerou uma espécie de "anticlímax". Já no filme, os relacionamentos dos personagens foram abordados de maneira um pouco mais aprofundada, embora dentro de  certos moldes "clichês" das produções americanas; há a vantagem de podemos observar outros pontos de vista além daquele do protagonista (semelhante ao que ocorre na adaptação de "Jogos Vorazes"), o que aprofunda a trama e causa maior empatia pelos personagens.

  Vale celebrar a atuação estupenda de Jeff Bridges (que também atuou como produtor do longa) e Meryl Streep. E, honestamente, eu quase nem percebi que a Taylor Swift estava no filme *cof cof*


  Agora, resta continuar a jornada pelos outros três volumes de Lois Lowry e esperar que tenham adaptações tão fiéis e belas como a primeira.

  Se você se interessou, pode gostar também de: 

  Jogos Vorazes - Suzanne Collins
  Divergente - Veronica Roth
  1984 - George Orwell
  Fahrenheit 451 - Ray Bradbury
  Laraja Mecânica - Anthony Burgess



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Perfect Sense (Sentidos do amor) - Filme

Olá, leitores! Hoje venho comentar com vocês a respeito de um filme que eu assisti recentemente e que -com certeza- é um dos melhores filmes que eu já vi. Sem dúvidas, entrou pra lista de filmes favoritos do ano e da vida, rs. O filme é: Perfect Sense (Sentidos do Amor).

(AMO ESSA FOTO)

Bom, estava eu pelo NetFlix e procurando algum filme que tivesse a Eva Green no Elenco (amo a Eva Green), encontrei esse e fui assistir.
É um romance com drama e ficção científica.
Tem uma hora e trinta minutos de duração.

Um cheff (Ewan McGregor) e uma epidemologista (Eva Green) começam um romance, mas o mundo está sofrendo uma grande epidemia: As pessoas não conseguem mais usar o olfato.
Começa o filme um homem sendo examinado, pois ele teve uma crise de choro e, de repente, não sentia mais cheiro algum. Não era só ele. Foi questão de horas pras diversas pessoas começarem a perder seu olfato também.
Mas não perderam só o olfato.

Acho muito bonito a forma como o filme foi desenvolvido, como os personagens foram bem colocados em seus papéis -e a escolha do elenco, claro.O final deste filme, com certeza, foi um dos finais mais... mais.... f*das que eu vi.
Não quero pôr expectativas em ninguém, pois vai que você não goste, né? Mas eu recomendo MUITO que você vá assistir a este filme.
5 estrelas, sem dúvidas.



quinta-feira, 30 de julho de 2015

Mary Shelley: The Invisible Girl, The Mortal Immortal

Olá, leitores! Venho hoje comentar sobre uma autora que li semana passada pela primeira vez e não comecei pelo seu livro mais famoso, Frankenstein; sim, Vamos conversar sobre Mary Shelley.

Eu estava olhando os livros que tem no meu Kobo e achei  alguns livros dela, mas nunca tinha lido nada da autora, até semana passada.
Li duas "short stories": The Invisible Girl e The Mortal Immortal.
Vou confessar: Adorei de cara Invisible Girl que li primeiro, mas logo depois li The Mortal Immortal, o resultado: Uma das melhores leituras do Ano. Sim. Estou falando muito sério.
É uma mistura de ""terror/suspense"" com um pouco ficção científica e isso resulta em uma narrativa deliciosa de ser lida. Sobre a narrativa: É MUITO BOA. Deixa você querendo ~muito~ saber o que acontecerá na página seguinte, ou com personagem "x" ou "y".

Sobre essas duas estórias:

The Invisible Girl: uma garota é criada na família como se fosse filha do grande chefe da casa, mas... ocorrem problemas familiares relacionados a casamento e essa menina foi aprisionada. Acontece uma coisa terrível com ela, mas como ela "não guarda rancor", ela sempre volta e se vinga na mesma época do ano.


The Mortal Immortal: Um homem, apaixonado por uma mulher que ele julgava não amá-lo, é capaz de cometer loucuras. Toma um líquido que promete que ele não amará mais a mulher, mas o que ocorre é que ele se torna um "The Mortal Immortal".
Trechos: "It will cure me of love - of torture!"
               "Am I immortal? I return to my first question."

Obrigado por ler o post e eu recomendo bastante que leia estas duas obras curtinhas!


segunda-feira, 27 de julho de 2015

A Nascente - Uma obra prima de Ayn Rand


Uma narrativa épica sobre o triunfo e a realização de todas as potencialidades do ser humano a partir do exercício e da valorização do ego em sua plenitude. Essa é uma boa maneira de tentar resumir a obra de Ayn Rand, intitulada A Nascente. Batizada Alisa Zinov'yevna Rosenbaum, a escritora russa adotou os Estados Unidos como lar após conseguir sair da União Soviética. Filósofa, é mãe da tese do Objetivismo, que propõe enxergar a vida da maneira mais prática possível. 

Autora de grandes títulos, acadêmicos e romances, Ayn Rand concebeu A Nascente como a história de Howard Roark, um estudante de arquitetura com ideias diferentes do senso comum. Roark é prático, comprometido, objetivo e rejeita com todas as forças os adereços supérfluos em seus projetos. Mergulhando na narrativa ritmada e, em alguns pontos, frenética, acompanhamos a trajetória pessoal e profissional de Roark na sociedade americana do início do século XX, período de profundas mudanças sociais.

De Ayn Rand, ainda pela Arqueiro, você encontra: A Revolta de Atlas

Ayn Rand rejeita completamente a ideia do "altruísmo" e problematiza o conceito hoje aceito de maneira unanime do "egoísmo". O esforço pessoal e a consciência das próprias qualidades e realizações são marcas registradas de seu protagonista, que é apresentado na introdução como o seu "tipo de ser humano ideal", que compreende a vida como poucos são capazes. Apesar de se apresentar como um romance, A Nascente é uma obra carregada de conceitos filosóficos. 

O livro tira o leitor de sua zona de conforto de maneira arrebatadora, e o faz questionar os valores e ideais da sociedade atual. É uma ode ao ego, ao amor próprio e a verdadeira liberdade. É uma obra para se ler com a mente aberta, que derruba com precisão vários valores hoje tidos como inquestionáveis.



Eu comprei o meu box com os dois volumes de A Nascente em uma livraria de aeroporto por R$ 70,00; porém, é comum que você ache o mesmo box na internet por até R$ 20,00. Nas lojas físicas de um modo geral, o preço é mais salgado. 

 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

TAG Inverno Literário

Olá, Leitores!
Essa é a TAG Inverno Literário, criada pela linda da Izabela Lopes, do blog e canal Brincando de escritora
A Tag consiste em responder 8 perguntinhas.

1. Inverno: Um livro que te lembre o inverno.
De profundis. Este livro me lembra o inverno, porque este não é um livro alegre e feliz em um dia de sol. É algo denso e bem pesado pra se ler -e acho que o calor não combina com essa leitura. tem post no blog ;)



2. Abaixo de Zero: Um livro que se passa no Inverno.
Não consegui lembrar de nenhum livro que eu tenha lido e que se passa no inverno :/

3. Céu Azul-zul: Um livro com a capa azul.
Com licença, esse tom de azul é a cor mais bonita! *-*

4. Abraços Quentinhos: Um livro com a capa branca ou cinza, como o Olaf.
AMO este livro. É incrível. Essa autora é incrível! <3 Este livro tem post no blog ;)



5. Chocolate Quente: Um livro que te conforta e você nunca cansa dele.
Este livro é tooodo rabiscado por dentro, rs. Postei, há bastante tempo, uma foto de umas páginas dele por dentro, rs. Mas este livro me conforta muito e jamais me canso dele!


6. Filmes e Pipoca com as(os) Amigas(os): Um livro que você queria muito que virasse filme.
Queria ver estes conflitos filmados haha Queria ver como seria a Maria Clara <3 tem resenha no blog ;)

7. Brigadeiro de Colher: Um livro muito doce que você ama.
QUEM LEU ESSE LIVRO, CALMA. Sim, doce ao que me refiro é a narrativa e, apesar dos pesares, o amor do Cauby pela Lavínia <3 tem post no blog ;)

8. Debaixo das cobertas: Um livro calmo.
Bom, este livro é composto por várias mensagens lindas -e que achei bem bacana. E essa capa <3


Eu taggueio:
Os migos Sérgio e Pedro do De cara nas letras
A linda da Val do Torpor niilista
Obrigado por ler! :)

segunda-feira, 25 de maio de 2015

O que importa é o amor, de Marcelo Cezar


Olá, hoje venho comentar com vocês sobre o romance espiritualista O que importa é o amor, de Marcelo Cezar. Uma pequena observação: Esse post é sobre minhas impressões e essa foi uma releitura do livro. E, assim como da primeira vez, gostei muito.

Magnólia e Isabel são muito amigas desde de sempre. Isabel ama Paulo desde a infância e Magnólia ama Isabel. Não assume isso e guarda as dores, aos poucos. Começa a relacionar-se com Jonas -um rapaz "barra pesada" para evitar que falem sobre sua sexualidade (apesar de ela não ser assumida -Às vezes, nem pra si mesma). Jonas começa a apaixonar-se por ela, mas ela não gosta dele... Ele descobre tudo e fica furioso. Pratica uma "Boa noite, Cinderela", e abusa sexualmente dela; deixando-a grávida.

Os anos passaram, Isabel e Paulo casaram-se e tiveram duas filhas gêmeas lindas Paloma e Juliana, Magnólia, ainda afundada em pensamentos negativos, teve seu filho, Fernando, um rapaz que, diferente da mãe, era bem equilibrado e positivo. Algo de bom ocorreu com Magnólia e se chama Gina. Uma mulher que a ama e que acredita na espiritualidade e na importância de levar um vida leve, mas responsável.

A vida ainda tem muitas coisas reservadas a todos estes personagens, coisas que se eu disser aqui poderei está passando algum spoiler pra vocês.

O livro mostra, na minha visão, que, como diz o título, o que importa é o amor. Muitas vezes, temos tanto pra ser feliz, ou, ao menos, para não ficar tão triste, mas preferimos ver pela pior ótica. Há sempre dois lados, dependerá de nós o que enxergar.
Não fazer o mal, mas pensar no mal, atrai-o também.
Então, nada de pensamentos negativos, leitores!
Obrigado por ler o post! :)

Italo Sousa