Surgida das profundezas da música indie, a cantora britânica Marina Lambrini Diamandis (conhecida pelo seu nome artístico Marina and the Diamonds) criou muita polêmica entre seus fãs com o lançamento de seu segundo álbum de estúdio, intitulado Electra Heart. Muito mais pop que qualquer produção anterior da artista, o CD aparenta ser fútil, com refrões chicletes e feito para vender; e, de fato, alcançou um sucesso muito maior que seu antecessor, The Family Jewels. Mas o verdadeiro valor do álbum encontra-se nas críticas cheias de ironia e sarcasmo que Marina domina com maestria, e que acompanham-na desde o começo de sua carreira.
Como há muito a ser dito, atenho-me aos vídeo-clips que foram produzidos de uma maneira cuidadosa e brilhante. Apresento-vos a saga de Electra, uma mulher que fez de tudo para alcançar o que queria, e pagou o preço por isso.
O Início ♥
Fear and Loathing e Radioactive são os singles que anunciam o prólogo do nascimento de Electra Heart. No primeiro vídeo, vemos Marina com seu cabelo original, moreno, cortado bem curto. A música fala sobre mudanças, sobre uma sensação de angústia que sufoca; e o desejo de se ver livre e sentir-se novamente leve. A melodia brinca muito com os contrastes, sendo em partes muito pesada, e em outras mais sútil. Canta-se sobre o desejo desesperado de se superar os medos e os erros do passado para que se possa viver a vida. É uma canção de autocomiseração, sobre o desejo da libertação.
Radioactive dá sequencia à trama nos apresentando Marina, agora loira, fazendo as malas e partindo de carro sem rumo. Com seu inconsequente companheiro, ela parte em uma viagem sabática e esquece de levar o bom-senso na bagagem. Num ritmo cheio de energia, a cantora declara que se apaixonar é seu maior medo, e que agora seu sangue pulsa como que radioativo em suas veias. O terreno seco que era seu coração agora pulsa, berço fértil que acolhe as mais inusitadas emoções. O terreno está preparado para o nascimento de Electra Heart.
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Como não quero me estender muito para não deixar o post grande demais, mas como também não quero fazer algo muito superficial, dividirei esse texto em algumas postagens. Espero que até aqui, eu tenha consegui atiçar a curiosidade e dar um gostinho do que está por vir. Quem ainda não conhece os trabalhos de Marina and the Diamonds pode aproveitar para descobri-lo; e aqueles que já são fãs podem interagir deixando suas opiniões e interpretações. No próximo post, falarei de The Archetypes e Primadonna, e já deixo os links nessa postagem, para irmos entrando no clima; pois estamos prestes a presenciar o nascimento de Electra Heart.

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