Olá, hoje venho comentar com vocês sobre "My Cousin Rachel", by Daphne Du Maurier.
Bem, Daphne é uma das minhas escritoras favoritas. Sem dúvida.
Enfim, comecei a ler este livro e... Ah, eu realmente vi que estava com saudade do estilo da Du Maurier.
Esta foi a primeira vez que li a autora no original e notei que é MUITO boa a escrita dela.
Enredo da história:
Um homem, já velho -e rico-, tem um sobrinho que tomará de conta de todas as suas posses quando o senhorzinho falecer... Mas, de uma hora pra outra, esse senhor envia uma carta para o sobrinho e conta que está noivo, e na carta seguinte conta que está casado. com a Cousin Rachel.
Acontece que as cartas seguintes não são mas tão amorosas e alegres... e o sobrinho nota que seu tio está morrendo, ou pior, está sendo morto aos poucos...
Ele vai para a casa do Tio e descobre que Rachel não está mais lá.... Seu ódio aumenta ainda mais, claro.
Com o Tempo Rachel aparece e as coisas mudam totalmente.
(Não posso falar mais, pois depois disso será spoiler)
Gente, deve ser/é super fácil de achar esse livro em sebo.
A Tradução é "Minha Prima Raquel".
Recomendo que todos leiam.
(eu li em EPUB, mas já comprei a versão física, em inglês também.)
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
A Filha das Flores - Vanessa da Mata
Comecei a ler esse livro por causa da Patrícia di Carlo, que fez uma resenha incrível lá no seu canal no YouTube. Admito que faz é tempo que eu comprei esse livro, e só peguei para ler na semana passada. Em compensação, devorei as páginas e em quatro dias tinha finalizado a leitura.
A Filha das Flores, obra de estreia de Vanessa da Mata, conta a vida de Adalgiza, e nos leva por uma história de descobrimento e libertação.
No primeiro capítulo somos apresentados à infância de Adalgiza, com toda a pureza e delicadeza que as crianças podem oferecer. É nesse capítulo que Vanessa da Mata constrói o universo onde a história toma lugar - a primeira vista, um cenário quase onírico. As personagens são introduzidas no devido momento, tendo como berço uma narrativa imersiva que toma conta do leitor.
Continuamos a acompanhar Giza pela sua adolescência e o início da vida adulta. A partir daí, fio por fio, a autora começa a desfiar a tapeçaria que teceu nos primeiros capítulos. Sem medo, Vanessa da Mata vai desconstruindo tudo sobre a pequena cidade e seu exílio, a misteriosa Vila Morena.
O início da história talvez seja um tanto vago; há peças que parecem nunca se encaixar. Mas a narrativa musical e o olhar infantil da narradora-protagonista nos conduzem sem demoras às páginas seguintes. E então, justamente quando tudo que sabíamos sobre aquele pequeno universo fictício começa a ruir, os fatos começam a fazer sentido.
Giza é uma criança que mora com as tias em uma casa relativamente grande, para uma cidade de interior. A família sobrevive da venda de flores; possuem um enorme jardim que gera rosas, lírios, margaridas. Sem grandes problemas, a pequena Giza cresce dentro de um mundo pacato e rotineiro.
Quando os hormônios e as paixões se sobrepõe à simplicidade da infância, ela começa a enxergar sua cidade de uma maneira diferente; as pessoas não são quem parecem ser, e aqueles que antes eram tão simpáticos lhe parecem um pouco diferentes, falsos... Aquela vida, então, deixa de ser suficiente para Giza. Ela quer algo mais; precisa de novas emoções. Por conta de um comentário casual de uma de suas tias, ela acaba tomando o rumo de Vila Morena, um pequeno agrupamento de casas próximo a sua cidade - que, na verdade, faz parte do município, mas é um local de exílio e esquecimento que nunca visita as bocas dos moradores. Lá, após um primeiro grande choque de realidade, Gisa desperta para novos sentimentos, novas experiências e amizades.
Entretanto, esses novos conhecimentos não são de todo agradáveis: convivendo em dois universos extramente contrastantes, Gisa percebe que as histórias mascaradas como fatos, que cresceu ouvindo, talvez não sejam verdadeiros. Tendo que aprender seu caminho entre dois extremos, a jovem suspeita que sua cidade esconda um terrível segredo, que está ligado a sua própria vida.
A Filha das Flores, obra de estreia de Vanessa da Mata, conta a vida de Adalgiza, e nos leva por uma história de descobrimento e libertação.
No primeiro capítulo somos apresentados à infância de Adalgiza, com toda a pureza e delicadeza que as crianças podem oferecer. É nesse capítulo que Vanessa da Mata constrói o universo onde a história toma lugar - a primeira vista, um cenário quase onírico. As personagens são introduzidas no devido momento, tendo como berço uma narrativa imersiva que toma conta do leitor.
Continuamos a acompanhar Giza pela sua adolescência e o início da vida adulta. A partir daí, fio por fio, a autora começa a desfiar a tapeçaria que teceu nos primeiros capítulos. Sem medo, Vanessa da Mata vai desconstruindo tudo sobre a pequena cidade e seu exílio, a misteriosa Vila Morena.
O início da história talvez seja um tanto vago; há peças que parecem nunca se encaixar. Mas a narrativa musical e o olhar infantil da narradora-protagonista nos conduzem sem demoras às páginas seguintes. E então, justamente quando tudo que sabíamos sobre aquele pequeno universo fictício começa a ruir, os fatos começam a fazer sentido.
Giza é uma criança que mora com as tias em uma casa relativamente grande, para uma cidade de interior. A família sobrevive da venda de flores; possuem um enorme jardim que gera rosas, lírios, margaridas. Sem grandes problemas, a pequena Giza cresce dentro de um mundo pacato e rotineiro.
Quando os hormônios e as paixões se sobrepõe à simplicidade da infância, ela começa a enxergar sua cidade de uma maneira diferente; as pessoas não são quem parecem ser, e aqueles que antes eram tão simpáticos lhe parecem um pouco diferentes, falsos... Aquela vida, então, deixa de ser suficiente para Giza. Ela quer algo mais; precisa de novas emoções. Por conta de um comentário casual de uma de suas tias, ela acaba tomando o rumo de Vila Morena, um pequeno agrupamento de casas próximo a sua cidade - que, na verdade, faz parte do município, mas é um local de exílio e esquecimento que nunca visita as bocas dos moradores. Lá, após um primeiro grande choque de realidade, Gisa desperta para novos sentimentos, novas experiências e amizades.
Entretanto, esses novos conhecimentos não são de todo agradáveis: convivendo em dois universos extramente contrastantes, Gisa percebe que as histórias mascaradas como fatos, que cresceu ouvindo, talvez não sejam verdadeiros. Tendo que aprender seu caminho entre dois extremos, a jovem suspeita que sua cidade esconda um terrível segredo, que está ligado a sua própria vida.
terça-feira, 18 de novembro de 2014
De Profundis, by Oscar Wilde
Olá, hoje venho comentar sobre a minha leitura mais recente: De profundis, by Oscar Wilde.Esse romance é uma carta/relato bem longo -pra uma carta- de sua vida na prisão para seu amado; Ou seja, é um livro bem triste, mas muito bem escrito! (por falar em escrita, li esse livro no original, quem puder ler em inglês, o leia. É fascinante)
Mas, enfim, Oscar Wilde estava preso por comportamento indecente e sodomia.
É muito emocional e tem trechos que você não consegue ler direto, pois, como disse, é tão triste, tão forte, tão sincero.
Bom, não queria falar muito, minha ideia era fazer um post só com algumas citações, mas enfim.
Trechos dos livro:". . . Suffering is one very long moment. We cannot divide it by seasons. We can only
record its moods, and chronicle their return. With us time itself does not progress. It
revolves. It seems to circle round one centre of pain."
"Each train as it came up swelled the audience. Nothing could
exceed their amusement. That was, of course, before they knew who I was. As soon as they
had been informed they laughed still more. For half an hour I stood there in the grey
November rain surrounded by a jeering mob.
For a year after that was done to me I wept every day at the same hour and for the same
space of time. That is not such a tragic thing as possibly it sounds to you. To those who are
in prison tears are a part of every day's experience. A day in prison on which one does not
weep is a day on which one's heart is hard, not a day on which one's heart is happy."
"He sees all the lovely influences of life as modes of light: the imagination itself is the world of light. The world is made by it, and yet the world cannot understand it: that is because the imagination is simply a manifestation of love, and it is love and the capacity for it that distinguishes one human being from another."
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